Travolp.
Viagem partilhada· partilhada 7/27/2026

Three Days in,
Rome.

Rome, Italy

Preço da viagem Preço sob consulta
8/3/20268/5/20262 adultos
Partilhar
↓ A viagem
Dias
3 dias
Paragens
18 paragens
Destinos
1 destino
Viajantes
2 adultos
Interesses

ancient ruins, piazzas, trattorias, golden hour

Itinerário

3 capítulos
Dia 18/3/2026

Roma antiga, do Monti ao Palatino

Rome, Italy

Previsão
36°27°

Nublado

0%16 km/h
Mantém-te hidratado
Começas com um café numa praça do Monti e, dez minutos depois, estás à porta do Coliseu à hora da abertura. A tarde é o Fórum a pé e a subida ao Palatino, antes de um almoço sem pressa numa trattoria de bairro.

O que te espera hoje

O dia arranca devagar na Piazza della Madonna dei Monti, com a esplanada ainda à sombra, e endurece logo a seguir. Entras no Coliseu na primeira leva da manhã, atravessas o Fórum pela Via Sacra e sobes ao Palatino, onde os Jardins Farnese abrem de um lado sobre as ruínas e do outro sobre o Circo Máximo. O almoço tardio na Luzzi serve para descansar as pernas. À noite voltas ao Monti, a uma sala pequena onde sem mesa marcada não entras.

Antes de sair

Compra o bilhete do Coliseu online, com hora marcada, e escolhe a primeira entrada do dia. O mesmo bilhete cobre o Fórum e o Palatino, por isso não pagues nada duas vezes. Se quiseres a arena ou os subterrâneos, essa opção reserva-se à parte e esgota cedo. Leva calçado fechado com sola a sério, porque o empedrado do Fórum é irregular e há cascalho por todo o lado. Em agosto, chapéu, protetor solar e uma garrafa reutilizável. Os nasoni, as fontes públicas de água potável, estão espalhados por todo o percurso e a água é fresca e boa. Sombra dentro do Fórum quase não existe, portanto conta com pausas.

Como te deslocas

É tudo a pé. Do Monti ao Coliseu são uns dez minutos a descer, e a estação de metro Colosseo, na linha B, fica à porta se quiseres poupar as pernas. O Fórum e o Palatino estão dentro do mesmo recinto do Coliseu, sem novas filas de bilheteira. A Luzzi está a um quarteirão, na direção de San Clemente. Ao fim do dia, o regresso ao Monti é uma subida curta pela Via degli Annibaldi ou pela Via Cavour.

Notas locais

Ao balcão paga-se menos do que sentado, e a diferença não é pequena nas praças com vista. Cappuccino é bebida de manhã, ninguém pede um a seguir ao almoço. Na conta aparece quase sempre o coperto, o valor fixo por pessoa pelo pão e pelo serviço de mesa, e não é gorjeta. O Monti que hoje é bairro de lojas pequenas e aperitivos foi a Suburra, o quarteirão popular e apinhado da Roma antiga.

  1. 01

    La Bottega del Caffe

    08:00 · 45m
    Abre cedo e as mesas na esplanada da Piazza della Madonna dei Monti são as melhores da praça, ocupa uma antes das 8h30. Cappuccino e cornetto ao balcão saem bem mais baratos do que sentado à mesa. Não te demores muito além dos quarenta e cinco minutos, o horário do Coliseu não espera.
    Sobre este local

    Café e bar na Piazza della Madonna dei Monti, a praça central do rione Monti, com esplanada virada para a fonte.

    História
    O Monti é o mais antigo dos rioni de Roma e ocupa a encosta onde ficava a Suburra. A praça organizou-se à volta da fonte quinhentista atribuída a Giacomo della Porta, e os cafés instalaram-se depois em redor dela, virados para os degraus.
    Porque é famoso
    É o ponto de encontro do bairro. Ao fim da tarde, meia praça senta-se nos degraus da fonte com um copo na mão, e este é o café que serve essa gente desde manhã cedo.
    Sabias que
    A Suburra que ocupava esta encosta era o bairro popular e apinhado da Roma antiga. Segundo Suetónio, Júlio César viveu ali numa casa modesta antes de chegar ao poder.
    Abrir no Maps
  2. 🚶walk· 13 min· 900 m↗ Directions
  3. 02

    Colosseum

    09:00 · 120m
    Bilhete com hora marcada, comprado online, e escolhe a primeira entrada do dia. Leva água, porque nas bancadas não há sombra nenhuma. A arena e os subterrâneos exigem uma opção reservada à parte e com bastante antecedência. Duas horas chegam para ver tudo o que o bilhete normal dá.
    Sobre este local

    O maior anfiteatro do mundo romano, no vale entre o Palatino, o Célio e o Esquilino.

    História
    Vespasiano mandou construí-lo sobre o lago dos jardins privados de Nero, e Tito inaugurou-o no ano 80 com cem dias de espetáculos. É feito de travertino de Tivoli, e durante séculos serviu de pedreira para palácios e igrejas da cidade.
    Porque é famoso
    Combates de gladiadores, caçadas de animais e uma engenharia de circulação capaz de esvaziar dezenas de milhares de pessoas em poucos minutos.
    Sabias que
    O nome não vem do tamanho do edifício. Vem do Colosso de Nero, uma estátua de bronze gigantesca que estava ali ao lado e de que hoje só resta a base.
    Abrir no Maps
  4. 🚶walk· 14 min· 1.1 km↗ Directions
  5. 03

    Roman Forum

    11:30 · 90m
    Entra pela Via Sacra e segue-a até ao Arco de Tito. As colunas do Templo de Saturno, a Cúria e o Arco de Septímio Severo são os pontos que dão sentido ao resto das ruínas. Sombra quase não há, por isso faz este troço antes das 13h. Hora e meia dá para andar com calma.
    Sobre este local

    A praça pública da Roma antiga, com os restos dos templos, basílicas e arcos onde se decidia a vida da cidade.

    História
    Era um vale pantanoso, drenado pela Cloaca Máxima, que se tornou o centro político e religioso da República e depois do Império. Com a queda de Roma ficou soterrado sob metros de entulho, e só as escavações dos séculos XVIII e XIX o trouxeram de volta à superfície.
    Porque é famoso
    É onde se falava ao povo, se celebravam os triunfos e se queimou o corpo de César. Cada arco e cada coluna pertence a um episódio que toda a gente já ouviu contar.
    Sabias que
    Na Idade Média chamava-se Campo Vaccino, campo das vacas, porque o gado pastava por cima dos templos enterrados.
    Abrir no Maps
  6. 🚶walk· 9 min· 500 m↗ Directions
  7. 04

    Palatine Hill

    13:15 · 60m
    Já vem incluído no bilhete do Coliseu e entra-se pelo mesmo recinto. Sobe direto aos Jardins Farnese, que é de onde se vê o Fórum inteiro de um lado e o Circo Máximo do outro. A Casa de Augusto tem frescos notáveis mas exige entrada com horário próprio. Uma hora chega para o essencial.
    Sobre este local

    A colina dos palácios imperiais, entre o Fórum Romano e o Circo Máximo.

    História
    Foi habitada desde a Idade do Ferro e é aqui que a lenda coloca a fundação de Roma por Rómulo. Augusto instalou-se na colina e os imperadores seguintes foram acrescentando palácios até cobrirem quase todo o alto. No século XVI, os Farnese plantaram jardins por cima das ruínas.
    Porque é famoso
    Foi o endereço mais caro da Roma antiga e é o miradouro natural sobre o Fórum.
    Sabias que
    A palavra palácio nasceu aqui. Palatium, o nome da colina, passou a designar a residência do imperador e depois qualquer casa de reis, em quase todas as línguas europeias.
    Abrir no Maps
  8. 🚶walk· 14 min· 1 km↗ Directions
  9. 05

    Trattoria Luzzi

    14:30 · 75m
    Fica a um quarteirão do Coliseu, ao lado de San Clemente, e enche depressa. Não costuma aceitar reservas, por isso chega antes das 14h30 ou conta com fila. Cacio e pepe, saltimbocca e um quartino de tinto da casa saem por pouco dinheiro. O serviço é rápido e direto, não esperes conversa.
    Sobre este local

    Trattoria de bairro, sem pretensões, a poucos metros do Coliseu.

    História
    É uma casa gerida em família, do género que servia a vizinhança muito antes de a zona se encher de visitantes. Manteve a ementa romana de sempre e os preços baixos, e foi assim que sobreviveu ao vizinho mais famoso da rua.
    Porque é famoso
    Comer clássicos romanos à sombra do Coliseu sem pagar preço de turista. A relação entre a conta e a comida é o que enche a sala todos os dias.
    Sabias que
    Ao lado fica a Basílica de San Clemente, que tem três níveis sobrepostos: a igreja atual do século XII, uma basílica paleocristã por baixo e, no fundo, um templo de Mitra do século II.
    Abrir no Maps
  10. 🚶walk· 15 min· 1.1 km↗ Directions
  11. 06

    La Taverna dei Fori Imperiali

    19:30 · 120m
    Sala pequena, poucas mesas e reserva obrigatória, feita com dias de antecedência no verão. Carbonara e saltimbocca são o que se pede aqui. Fica na Via Madonna dei Monti, a cinco minutos a pé da praça do bairro, e o jantar romano começa tarde. Conta com duas horas à mesa, sem pressa.
    Sobre este local

    Trattoria de família com sala pequena no Monti, a poucos minutos dos fóruns imperiais.

    História
    Nasceu como negócio familiar numa rua estreita do rione, longe das esplanadas da avenida. Cresceu por passa-palavra, primeiro entre romanos e depois entre quem lê guias, e continua com o mesmo número reduzido de mesas.
    Porque é famoso
    Pelos clássicos romanos feitos com cuidado numa sala onde cabe pouca gente, o que obriga toda a gente a reservar.
    Sabias que
    A avenida larga que passa aqui ao lado, a Via dei Fori Imperiali, foi rasgada nos anos trinta do século XX. Para a abrir demoliu-se um bairro inteiro do Monti e cobriu-se boa parte dos fóruns imperiais, que ainda hoje estão por escavar debaixo do alcatrão.
    Abrir no Maps
Dia 28/4/2026

Vaticano e as margens do Tibre

Vatican City

Previsão
37°26°

Parcialmente nublado

3%13 km/h
Mantém-te hidratado
Atravessas o rio cedo, com Prati ainda meio a dormir, e entras em São Pedro antes de as filas engrossarem. Depois da pizza ao peso, a tarde fica para as muralhas do Castel Sant'Angelo e para a ponte dos anjos.

O que te espera hoje

Um café de bairro em Prati abre o dia, com a chávena forrada de chocolate negro. A seguir vem a Basílica de São Pedro, a praça de Bernini e, para quem tiver fôlego, a cúpula. Ao meio-dia mudas de registo por completo, com pizza al taglio comida de pé numa rua residencial. A tarde é o Castel Sant'Angelo, uma rampa em espiral e o terraço de onde se vê a cúpula inteira, com a Ponte Sant'Angelo à saída. O jantar volta a Prati, sem cerimónia.

Antes de sair

Os Museus Vaticanos só se fazem com bilhete comprado online e hora marcada, e sem isso a fila dá a volta à muralha. A entrada na basílica é gratuita, mas o controlo de segurança é lento, portanto chega antes das 8h30. O código de vestuário é levado a sério nos dois sítios, ombros e joelhos cobertos, mesmo com trinta e cinco graus, e um lenço na mochila resolve. A subida à cúpula paga-se à parte, com elevador até ao terraço e mais de trezentos degraus estreitos depois disso, num corredor inclinado que aperta no fim. Dentro da Capela Sistina não se fotografa nem se conversa.

Como te deslocas

Do café até à praça de São Pedro são uns dez minutos a pé. Da basílica até à entrada dos museus há que contornar a muralha pela Viale Vaticano, mais um quarto de hora, e não há atalho por dentro. A Bonci Pizzarium fica junto à estação Cipro, na linha A do metro, a dez minutos a pé da saída dos museus. Do Vaticano ao castelo desces pela Via della Conciliazione, uns vinte minutos com o rio à frente. Prati é plano e faz-se todo a pé.

Notas locais

A Cidade do Vaticano é outro Estado, com correios, moeda comemorativa e guarda própria, ainda que se atravesse a fronteira sem dar por isso. O café ao balcão é um assunto de dois minutos, bebe-se de pé e vai-se embora. Prati é bairro de tribunais e de advogados, o que explica os cafés cheios às oito da manhã e vazios às três da tarde. Muitas casas fecham em agosto por férias, portanto confirma antes de contares com uma mesa.

  1. 01

    Sciascia Caffe 1919

    07:30 · 45m
    Pede o caffè con cioccolato, servido numa chávena forrada por dentro com chocolate negro. Ao balcão, como toda a gente, é mais barato e mais rápido. Fica na Via Fabio Massimo, uns dez minutos a pé de São Pedro, o que dá para lá chegar antes de a fila da segurança crescer. Abre cedo.
    Sobre este local

    Café histórico de Prati, conhecido pelo espresso servido em chávena forrada com chocolate negro.

    História
    A casa leva o ano de fundação no nome, 1919, e passou de geração em geração na mesma família. Prati era então um bairro novo, cheio de funcionários públicos e advogados, e o café tornou-se o ponto fixo da zona.
    Porque é famoso
    Pelo caffè con cioccolato. A chávena é pincelada por dentro com chocolate derretido antes de receber o café, e o fundo fica doce e espesso.
    Sabias que
    Prati chamava-se Prati di Castello e eram mesmo prados. Ficaram por construir durante séculos por serem terreno de cheias do Tibre, e só depois de 1870, com Roma capital, ali se abriram as avenidas de hoje.
    Abrir no Maps
  2. 🚶walk· 18 min· 1.3 km↗ Directions
  3. 02

    St. Peter's Basilica

    08:30 · 120m
    A entrada é gratuita mas o controlo de segurança é lento, chega antes das 8h30. Ombros e joelhos cobertos, sem exceções, mesmo com trinta e cinco graus. A subida à cúpula paga-se à parte, com elevador até ao terraço e mais de trezentos degraus estreitos depois disso. Vale a vista.
    Sobre este local

    A maior igreja do cristianismo, erguida sobre o local onde a tradição situa o túmulo de São Pedro.

    História
    A basílica atual começou em 1506, por ordem de Júlio II, para substituir a igreja do século IV mandada erguer por Constantino. Passou por Bramante, por Miguel Ângelo, que desenhou a cúpula, por Maderno, autor da fachada, e por Bernini, que fez o baldaquino e a colunata da praça. Foi consagrada em 1626.
    Porque é famoso
    Pela cúpula de Miguel Ângelo, pela Pietà que ele esculpiu antes dos vinte e cinco anos e pelo peso que a praça ganha sempre que há um Papa à janela.
    Sabias que
    No chão da nave central estão marcadas, a partir da entrada, as medidas das maiores igrejas do mundo. Todas ficam aquém, e a comparação está gravada ali para quem quiser conferir a pé.
    Abrir no Maps
  4. 🚶walk· 17 min· 1.1 km↗ Directions
  5. 03

    Vatican Museums and Sistine Chapel

    11:00 · 150m
    Bilhete online com hora marcada, sem isso a fila dá a volta à muralha. Segue pelas Salas de Rafael a caminho da Capela Sistina e guarda energia para o fim do percurso. Lá dentro não se fotografa nem se conversa, e os guardas insistem nisso em voz alta. Duas horas e meia é o mínimo realista.
    Sobre este local

    O conjunto de museus do Vaticano, com um percurso de vários quilómetros que termina na Capela Sistina.

    História
    Começou em 1506, quando Júlio II expôs ao público o grupo escultórico do Laocoonte, encontrado pouco antes numa vinha romana. Os papas seguintes foram juntando coleções e abrindo galerias novas até formarem o percurso que hoje se atravessa.
    Porque é famoso
    Pelo teto que Miguel Ângelo pintou entre 1508 e 1512 e pelo Juízo Final na parede do altar, feito décadas mais tarde. E pelas Salas de Rafael, que aparecem pelo caminho.
    Sabias que
    A Capela Sistina não é apenas uma sala de museu. É ali que se reúne o conclave para eleger um Papa, e é no telhado que se monta a chaminé por onde sai o fumo.
    Abrir no Maps
  6. 🚶walk· 28 min· 2 km↗ Directions
  7. 04

    Bonci Pizzarium

    13:45 · 60m
    Fica junto à estação de metro Cipro, a dez minutos a pé da saída dos museus. Aponta para os tabuleiros que te apetecerem, porque o preço é ao peso e cortam à tesoura. Come de pé na rua, não há mesas. Ao meio-dia a fila é grande mas anda depressa, e vinte minutos resolvem o almoço.
    Sobre este local

    Balcão de pizza al taglio de Gabriele Bonci, numa rua residencial perto do Vaticano.

    História
    Bonci abriu esta loja pequena no início dos anos 2000 e ganhou nome com uma massa de fermentação longa, mais leve e alveolada do que a pizza al taglio corrente. A televisão fez o resto, e a fila nunca mais desapareceu da rua.
    Porque é famoso
    Pela massa e pelas coberturas, que mudam ao longo do dia conforme o que há no mercado.
    Sabias que
    Em Roma a pizza al taglio vende-se ao peso, marcada ao etto, ou seja, aos cem gramas. Aponta-se para o tabuleiro, diz-se quanto se quer e a tesoura faz o resto, e é por isso que os pedaços saem todos com formatos diferentes.
    Abrir no Maps
  8. 🚗drive· 8 min· 2.1 km↗ Directions
  9. 05

    Castel Sant'Angelo

    15:15 · 90m
    Sobe pela rampa helicoidal até ao terraço, que é de onde se vê a cúpula de São Pedro em cheio. Ao fim da tarde a luz está do lado certo para fotografias. À saída, atravessa a Ponte Sant'Angelo com os anjos desenhados por Bernini e segue pela margem. Hora e meia é suficiente.
    Sobre este local

    Fortaleza circular sobre o Tibre, construída originalmente como mausoléu do imperador Adriano.

    História
    Adriano mandou erguer o mausoléu para si e para a família, concluído por volta do ano 139. Depois foi fortaleza, refúgio dos papas, prisão e quartel, e cada época deixou uma camada por cima da anterior.
    Porque é famoso
    Pelo arcanjo de bronze no topo, que lembra a visão de um anjo a embainhar a espada durante uma peste do século VI, e por ser o cenário do último ato da Tosca.
    Sabias que
    Um corredor murado de cerca de oitocentos metros, o Passetto di Borgo, liga o castelo ao Vaticano. Clemente VII fugiu por ali durante o saque de Roma de 1527.
    Abrir no Maps
  10. 🚶walk· 17 min· 1.2 km↗ Directions
  11. 06

    Il Sorpasso

    19:30 · 120m
    Bistrô de Prati, bom para uma refeição sem cerimónia depois do castelo. Massa, tábuas de enchidos e um branco do Lácio, ao balcão ou à mesa. À noite enche, por isso reserva ou chega antes das 20h. Fica na Via Properzio, a cinco minutos a pé da ponte, e serve até tarde.
    Sobre este local

    Bistrô e bar de vinhos em Prati, aberto de manhã à noite, com presuntos pendurados sobre o balcão.

    História
    Abriu como casa de bairro que serve o dia inteiro, do café da manhã ao copo da meia-noite, num formato que em Roma ainda não era comum quando começou.
    Porque é famoso
    Pela cozinha romana simples com um pé no bar, e por ser o sítio onde Prati se junta ao fim do dia.
    Sabias que
    O nome vem do filme de Dino Risi de 1962, com Vittorio Gassman e Jean-Louis Trintignant, uma viagem de carro que ficou como retrato do boom económico italiano.
    Abrir no Maps
Dia 38/5/2026

Barroco no centro histórico

Centro Storico, Rome

Previsão
37°23°

Parcialmente nublado

4%15 km/h
Mantém-te hidratado
Do óculo do Panteão ao estrondo da Fontana di Trevi, o centro velho percorre-se sem mapa e sem pressa. Ao fim da tarde sobes ao Pincio para ver as cúpulas ficarem douradas, e desces para jantar em Trastevere.

O que te espera hoje

Um café ao balcão a dois passos do Panteão, e depois o próprio Panteão, com o feixe de luz do óculo a percorrer o mármore. Segue a Fontana di Trevi, que às onze da manhã já é um pequeno anfiteatro de gente. O almoço muda de região sem mudar de bairro, com massa fresca emiliana numa rua lateral perto da Piazza Barberini. Ao fim da tarde subes ao terraço do Pincio, sobre a Piazza del Popolo, e o dia acaba do outro lado do rio, em Trastevere, à mesa.

Antes de sair

O Panteão deixou de ter entrada gratuita, compra o bilhete online e evita a fila da praça. É uma igreja em funções, portanto ombros cobertos. Na Colline Emiliane reserva com antecedência, porque a sala é pequena e trabalha a dois turnos. Na Trevi não se entra na água nem se sentam os pés na borda, há multa e há polícia ali sempre. Calçado confortável outra vez, o empedrado do centro é traiçoeiro ao fim de umas horas. Para o Pincio, chega uns quarenta minutos antes do pôr do sol se quiseres lugar na balaustrada.

Como te deslocas

Da manhã até ao almoço é tudo a pé e nada dista mais de dez minutos. Do Panteão à Trevi são oito minutos por ruelas, e daí à Piazza Barberini outros dez, a subir. Depois do almoço, a escadaria da Piazza di Spagna leva-te ao Viale della Trinità dei Monti e ao Pincio, e quem preferir uma subida mais curta entra pela Piazza del Popolo. Para Trastevere, ou andas uns trinta e cinco minutos pela margem, ou desces à Piazza Venezia e apanhas o elétrico 8, que atravessa o rio em poucos minutos.

Notas locais

O jantar romano começa tarde, e às oito da noite ainda encontras salas meio vazias que às nove estão cheias. A água dos nasoni é potável e está por toda a parte no centro, o que poupa uma pequena fortuna em garrafas no verão. Em Trastevere as ruas estreitas enchem-se ao fim da noite, e vale a pena escolher uma viela lateral em vez da praça principal. E quem atira a moeda à Trevi fá-lo com a mão direita, por cima do ombro esquerdo, de costas para a água.

  1. 01

    Sant'Eustachio Il Caffe

    08:30 · 45m
    Pede o gran caffè ao balcão. Vem já batido com açúcar, e se o quiseres sem tens de dizer amaro na hora do pedido, não depois. Sentado na esplanada paga-se bastante mais pela mesma chávena. Fica a dois minutos do Panteão, o que faz dele o arranque óbvio da manhã.
    Sobre este local

    Casa de café na Piazza Sant'Eustachio, a poucos passos do Panteão.

    História
    Abriu em 1938 e continua a torrar o próprio café no local, em forno a lenha. A receita do gran caffè nunca foi divulgada, e os baristas trabalham atrás de um anteparo para ninguém ver como o preparam.
    Porque é famoso
    Pelo creme espesso do gran caffè, que muita gente em Roma considera o melhor da cidade.
    Sabias que
    A igreja em frente, Sant'Eustachio, não tem cruz no topo. Tem uma cabeça de veado com uma cruz entre as hastes, por causa da visão que, segundo a lenda, converteu o santo durante uma caçada.
    Abrir no Maps
  2. 🚶walk· 3 min· 300 m↗ Directions
  3. 02

    Pantheon

    09:30 · 60m
    A entrada deixou de ser gratuita, compra o bilhete online e evita a fila da praça. Vai cedo, quando o feixe de luz do óculo ainda desce alto pela parede. Ombros cobertos, é uma igreja em funções. Meia hora lá dentro chega, e o resto do tempo passa-se sentado na praça.
    Sobre este local

    Templo romano transformado em igreja, com a maior cúpula de betão não armado do mundo.

    História
    O primeiro edifício foi de Agripa, no tempo de Augusto. Ardeu, e Adriano mandou reconstruí-lo por completo no século II, mantendo na fachada a inscrição com o nome de Agripa. Em 609 foi consagrado como igreja cristã, e foi isso que o salvou da ruína e da pilhagem.
    Porque é famoso
    Pela cúpula, cuja altura interior é igual ao diâmetro, e pelo óculo aberto de nove metros que é a única fonte de luz do edifício. Rafael está enterrado lá dentro.
    Sabias que
    O óculo nunca foi fechado, por isso chove dentro do Panteão. O chão de mármore é ligeiramente convexo e tem furos de drenagem que escoam a água desde a Antiguidade.
    Abrir no Maps
  4. 🚶walk· 9 min· 600 m↗ Directions
  5. 03

    Trevi Fountain

    11:00 · 45m
    Antes das 10h ou depois das 22h é outra fonte, com metade da gente. A moeda atira-se com a mão direita por cima do ombro esquerdo, de costas para a água. Não se entra na água nem se sentam os pés na borda, há multa e há polícia ali sempre. Quarenta e cinco minutos chegam.
    Sobre este local

    A maior fonte barroca de Roma, encostada à fachada do Palazzo Poli.

    História
    Nicola Salvi começou-a em 1732 e não a viu acabada. Foi concluída em 1762 por Giuseppe Pannini, no ponto de chegada de um aqueduto romano, a Água Vírgem, que traz água desde o ano 19 antes de Cristo e ainda hoje alimenta a fonte.
    Porque é famoso
    Pela cena de La Dolce Vita, de Fellini, e pelo ritual da moeda que promete o regresso a Roma.
    Sabias que
    As moedas são recolhidas todas as noites e entregues à Caritas, que com esse dinheiro financia apoio social na cidade, incluindo um supermercado para famílias sem recursos.
    Abrir no Maps
  6. 🚶walk· 10 min· 700 m↗ Directions
  7. 04

    Colline Emiliane

    12:30 · 90m
    Reserva com antecedência, a sala é pequena e trabalha a dois turnos. Tortellini in brodo e tagliatelle al ragù, feitos à mão, são o motivo para vir até aqui. Fica numa rua lateral perto da Piazza Barberini, a dez minutos a pé da fonte. Fecha um dia por semana, confirma antes.
    Sobre este local

    Trattoria de família com cozinha emiliana, num quarteirão discreto junto à Piazza Barberini.

    História
    É gerida pela mesma família há gerações e manteve-se fiel à cozinha da Emília-Romanha, a região de onde veio, num bairro onde quase todas as outras casas servem pratos romanos.
    Porque é famoso
    Pela massa fresca feita à mão todos os dias, sobretudo os tortellini servidos em caldo.
    Sabias que
    A cozinha emiliana assenta na manteiga, na massa de ovo e no Parmigiano. A romana anda à volta do porco, do pecorino e da pimenta, e não leva natas na carbonara, por mais que a receita internacional insista.
    Abrir no Maps
  8. 🚶walk· 28 min· 2 km↗ Directions
  9. 05

    Pincio Terrace

    17:00 · 60m
    Sobe pela escadaria da Piazza di Spagna e segue pelo Viale della Trinità dei Monti, ou entra pela Piazza del Popolo, que é uma subida mais curta. Chega uns quarenta minutos antes do pôr do sol para apanhar lugar na balaustrada. Há quiosque de bebidas ali ao lado e sombra de pinheiros.
    Sobre este local

    Terraço no alto da colina do Pincio, sobre a Piazza del Popolo, com o centro histórico e as cúpulas em frente.

    História
    A colina esteve coberta de jardins de famílias ricas na Antiguidade, e foi um desses jardins, os Horti Pinciani, que lhe deu o nome. O terraço e a praça lá em baixo ganharam a forma atual no início do século XIX, pelo desenho de Giuseppe Valadier.
    Porque é famoso
    É o miradouro do fim de tarde. O sol põe-se por trás de São Pedro e as cúpulas do centro ficam todas do mesmo tom.
    Sabias que
    Nos jardins ao lado há um relógio de água em funcionamento, inventado por um frade dominicano no século XIX e apresentado na Exposição Universal de Paris de 1867.
    Abrir no Maps
  10. 🚗drive· 16 min· 5.6 km↗ Directions
  11. 06

    Da Enzo al 29

    19:30 · 120m
    Trattoria minúscula numa viela de Trastevere, com poucas mesas e fila à porta. Aceita poucas reservas, por isso chega antes das 19h30 ou deixa o nome e espera com um copo. Cacio e pepe e tonnarelli são certeiros. Os carciofi alla giudia dependem da época e no verão raramente há.
    Sobre este local

    Trattoria pequena na Via dei Vascellari, em Trastevere, com cozinha romana clássica.

    História
    Começou como casa de bairro, com meia dúzia de mesas e uma ementa curta, e foi ficando conhecida pelo boca a boca. Ganhou fama sem crescer em tamanho, o que explica a fila que se forma na viela quase todas as noites.
    Porque é famoso
    Pelos clássicos romanos bem executados: cacio e pepe, gricia, amatriciana e coda alla vaccinara.
    Sabias que
    Os carciofi alla giudia vêm da cozinha judaico-romana do Gueto, do outro lado do rio. A alcachofra é frita inteira até as folhas abrirem como uma flor, e é prato de inverno e primavera, sobretudo entre fevereiro e abril.
    Abrir no Maps
Leva-a contigo

Planeia a tua.

Cria uma conta Travolp gratuita e nós colocamos uma cópia desta viagem no teu atlas. Edita-a, expande-a, torna-a tua.

Uma imagem de toda a viagem, um cartão por dia, pronta a imprimir ou a enviar no grupo.

O roteiro inteiro num documento, dia a dia, pronto a imprimir ou a enviar por e-mail. PNG e JPG entregam as mesmas páginas como imagens, juntas num zip.